Boninas, reflori no instante do por do sol,
Espalhai das corolas tímido perfume
Que na sua candidez só meiguices resume,
A mostrar inocência, a traduzir amor!
Se não tendes a graça, a beleza, o primor
Da rosa que fascina e nos jardins assume
O lugar de princesa, estimulando o ciúme
Da incauta borboleta e lindo beija-flor.
Sois como as almas que num singelo viver,
De longe... Deslumbradas têm suave prazer
Fugindo de lisonja e perfídia maldita;
Temeis de certo o sol que a maciez vos cresta,
E a mais bendizeis a luz doce e modesta
Da pequenina estrela que ama... Que palpita!
F. Clotilde. A Estrella, Mar. de 1916.
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